Crítica: 3% (Segunda Temporada)


Em um futuro pós-apocalíptico não muito distante, o planeta é um lugar devastado. O Continente é uma região do Brasil miserável, decadente e escassa de recursos. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá.
Os novos personagens estão bem encaixados e são interessantes, enquanto aprendemos mais coisas sobre seu passado além de acompanhá-los no presente.
O plot principal ocorre durante os 6 dias anteriores ao processo 105 o que faz com que a tensão aumente junto com as reviravoltas da trama, apesar de acontecer algumas coincidências, mas até que não me incomodou tanto.
As mensagens políticas ainda estão fortes como a divisão de classe, a meritocracia, extremismo de todos os lados.
Os cenários estão lindos e o contraste entre o Maralto e o Continente é percebido em cada detalhe desde do acessórios que os personagens usam até suas tecnologias.
A atuação está melhor do que a da primeira temporada destaque para Laila Garin, Marcela, que logo na primeira cena estabelece a força de sua personagem, João Miguel, Ezequiel, e Bianca Comparato, Michele, que apesar de você saber bastante sobre o passado e as ideologias dos personagens, você ainda não sabe o que eles podem fazer em seguida. Todos os outros também estão bons (Eu até mencionaria mais um, mas seria spoiler), o que achei mais fraco foi aparição de Globais como Fernanda Vasconcellos, Maria Flor provavelmente devido ao pouco tempo de tela.
Nesta segunda temporada temos uma visão de mundo maior, conhecemos deste universo, além do casal fundador enquanto os personagens caminham para o futuro.
3% é uma série brasileira com um roteiro incrível, personagens bem desenvolvidos, que discute temas importantes, provando que o Brasil é bom em fazer audiovisual

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